AMO RECOMENDA A ADOÇÃO DA ESTRATÉGIA DA OMS PARA ELIMINAÇÃO DO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO  

23/03/2021

A adoção da Estratégia Global da Organização Mundial da Saúde para a prevenção e Controle do Câncer do Colo do Útero “Acelerando a Eliminação do Câncer do Colo do Útero como um Problema de Saúde Pública” representa um marco nas ações de prevenção deste câncer. Causado pela infecção do papiloma vírus humano (HPV), o câncer do colo do útero é o quarto tipo de câncer mais comum entre as mulheres em todo o mundo. Apesar de ser evitável, também é um problema grave no Brasil, onde 16.590 mulheres são diagnosticadas com a doença todos os anos.

A Associação dos Amigos da Oncologia – AMO está pronta para trabalhar em parceria com outros apoiadores nacionais para garantir que esses compromissos globais sejam levados adiante no Brasil. A nova estratégia enfatiza a necessidade de implementação integrada de serviços nas comunidades, garantindo equidade no acesso e proteção financeira para todas as mulheres. Ela descreve os três pilares da eliminação do câncer do colo do útero – vacinação do HPV, rastreamento e tratamento – e fornece metas concretas a serem alcançadas até o ano de 2030.

“Essas metas vão trazer uma verdadeira força para oferecer às meninas e mulheres os cuidados de saúde que elas precisam para prosperar”, disse a princesa Dina Mired da Jordânia, presidente da União Internacional para Controle do Câncer (UICC). “A UICC reconhece a liderança da OMS na defesa desta causa, inspirando os países com o maior número de casos de câncer do colo do útero para também se comprometerem com a eliminação.”

METAS PARA O BRASIL

A Associação dos Amigos da Oncologia – AMO convida para as três etapas iniciais no Brasil para enviar uma sinalização da importância da saúde feminina para as mulheres, nossas comunidades e nossas economias.

  • Solicitamos que nosso governo estabeleça um grupo de trabalho técnico para desenvolver/atualizar uma estratégia nacional eficaz de eliminação do câncer do colo do útero e um plano de implementação para garantir que as necessidades e perspectivas das mulheres sejam bem representadas;

 

  • O Brasil tem uma longa jornada para alcançar a meta de quatro casos anuais de câncer do colo do útero por 100 mil mulheres; a incidência atual de câncer do colo do útero é de 15,43/100 mil mulheres por ano. Nosso segundo apelo é para que o governo assuma um compromisso público com as metas para 2030.

 

  • A AMO mobilizará o apoio da comunidade e desempenhará um papel de liderança na construção de conhecimento e confiança nos principais serviços de prevenção e detecção precoce, que salvarão vidas todos os anos enquanto trabalhamos para a meta de eliminação da doença. Convidamos todos os interessados a se juntarem a nós na construção de uma parceria para a eliminação do câncer do colo do útero no Brasil.

 

INFORMAÇÃO, PREVENÇÃO E TRATAMENTO

“Queremos que todas as mulheres do Brasil saibam mais sobre o câncer do colo do útero. Elas devem ser informadas sobre os fatores de risco, sinais e sintomas e onde elas podem obter ajuda. No entanto, também queremos que nossa comunidade tenha conhecimento e apoie meninas e mulheres na prevenção para manter um colo do útero saudável”, declara a assistente social Conceição Balbino, presidente-voluntária da Associação dos Amigos da Oncologia – AMO.

 Os Estados-membros da OMS adotaram a estratégia junto com outras resoluções de saúde como parte do procedimento de aprovação tácita por escrito, lançado após a última Assembleia Mundial da Saúde em maio de 2020. Sua adoção é um forte sinal de interesse mundial em progredir nesses temas importantes na saúde pública, apesar da pandemia da COVID-19.

Com a nova estratégia, esperam-se, portanto, que 90% das meninas com até 15 anos sejam totalmente imunizadas com a vacina do papiloma vírus humano (HPV); 70% das mulheres sejam rastreadas com um teste de alta precisão aos 35 anos e, novamente, aos 45 anos de idade; e 90% das mulheres sejam identificadas com doenças no colo do útero tratadas e cuidadas adequadamente.

*Com informações da UICC e apoio da Femama

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