PROJETO AMO DANÇAR INCENTIVA ATIVIDADE FÍSICA E LEVA BEM-ESTAR EMOCIONAL PARA MULHERES COM CÂNCER

15/01/2026

Quando a música começa a tocar nas manhãs de quarta e quinta-feira na sede da Associação dos Amigos da Oncologia (AMO), o diagnóstico do câncer passa a ficar em segundo plano. O protagonismo passa a ser do ritmo, do sorriso e da superação. Este é o cenário do projeto AMO Dançar, que em 2026 completa uma década de existência, consolidando-se como uma das iniciativas mais especiais da instituição ao provar que crenças limitadoras não têm vez quando o corpo e a mente decidem dançar.

Criado em 2016, o projeto tem como público-alvo mulheres, em especial as pacientes com câncer de mama — em tratamento ou fase de controle da doença — que já passaram por avaliação fisioterapêutica. O objetivo é retirá-las da atmosfera clínica da oncologia e levá-las a um espaço de descontração e exercício, valorizando a cultura brasileira e sergipana através da produção de danças temáticas e da confecção dos próprios figurinos.

CORPO EM MOVIMENTO, MENTE SADIA

Sob a responsabilidade técnica do professor de dança Victor Teles, na instituição há 2 anos, o grupo trabalha a consciência corporal e proporciona uma experiência que vai além da técnica, proporcionando uma troca constante de vivências. “O grupo AMO Dançar existe há quase 10 anos e é muito gratificante para mim estar com elas, ver a motivação e a força de superação que têm. O que eu sempre tento mostrar é que todas já são vencedoras e, cada dia que passa, é uma nova vitória alcançada e um novo motivo para sorrir”, afirmou Victor.

O grupo não apenas ensaia, mas leva essa alegria para fora. As dançarinas são presença garantida nos grandes eventos da Associação, como a Abertura do Outubro Rosa, a Festa de São João, o Natal e o Chá da Vitória, além de realizarem apresentações externas em eventos do Hospital de Cirurgia, do Geap Sergipe (convênio de saúde de servidores públicos federais) e do SESC (Serviço Social do Comércio).

LAÇOS QUE CURAM

Maria Lindinalva Menezes tem 66 anos e mora no município de Santa Rosa de Lima. Diagnosticada com câncer de mama há mais de dez anos, hoje ela se encontra na fase de controle da doença e fala sobre o sentimento de fazer parte do projeto. “A dança traz muita coisa boa para nós, pois proporciona melhora na nossa saúde mental e física, além de melhorar a autoestima. A AMO traz para nós esse valor imenso de amizade e autocuidado. Estar aqui me faz esquecer da doença e de todas as coisas negativas, por isso considero aqui a minha segunda casa”, declarou.

Rosineide França tem 60 anos e reside em Santana do São Francisco, localizado a 120km da capital sergipana. Para ela, mais importante do que tudo, são as amizades que foram criadas e que leva para a vida. “A dança é muito importante para nós, pois aqui exercitamos não somente o nosso corpo, como também a nossa mente. Fazer parte desse grupo foi uma das melhores coisas que fiz na minha vida, pois aqui me reúno com minhas amigas, que passam uma energia fundamental para mim. A dança é tudo!”, afirmou com alegria Rosineide.

A opinião é compartilhada por Conceição Lisboa, 62 anos, de Ilha das Flores. Para ela, a atividade é uma terapia completa. “A dança é uma terapia para a nossa mente e nosso corpo, e contribui demais com a nossa saúde. Nos encontramos duas vezes por semana e é gratificante demais estar aqui. Eu adoro estar aqui na dança com as minhas amigas, adoro estar na AMO”, disse Conceição.

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Projetos como o ‘AMO Dançar’ só são possíveis graças ao seu apoio. Ao contribuir com a instituição, você ajuda a manter projetos e oficinas, assistência social e tratamentos que devolvem a dignidade e a alegria a centenas de pessoas com câncer. Clique aqui e saiba como ajudar!

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