Quais tratamentos deveriam estar disponíveis no SUS, mas não estão?

26/06/2015

A Associação dos Amigos da Oncologia – AMO e a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama – Femama convidaram o médico oncologista Nivaldo Farias Vieira para palestrar sobre “Quais tratamentos deveriam estar disponíveis no SUS, mas não estão?” durante a realização da audiência pública sobre câncer de mama avançado que aconteceu, no dia 16 de junho, na Assembleia Legislativa de Sergipe.

A relevância da discussão se deve à alarmante estimativa de que 50% dos casos diagnosticados com câncer de mama estão em estágios avançados da doença. Muitos fatores influenciam para a confirmação dessa triste realidade, a exemplo do baixo nível de escolaridade, a falta de acesso a postos de saúde, a não realização de exames periódicos e de mamografias.

NOVAS TERAPIAS
A audiência pública sobre câncer de mama avançado teve como principal objetivo apresentar para os deputados estaduais de Sergipe a necessidade de incorporação de medicamentos inovadores para o tratamento do câncer de mama metastático no sistema público de saúde. Nesse sentido, o oncologista Nivaldo Vieira apresentou em tribuna os três medicamentos que mudaram a história do tratamento do câncer de mama no mundo: everolimo, pertuzumabe e trastuzumabe. Essas drogas são responsáveis por um tratamento mais personalizado, que ajudam a prolongar a vida da paciente com qualidade. Para o médico Nivaldo Vieira, o câncer de mama avançado pode ser controlado a longo prazo, mesmo sendo uma doença incurável, em razão do acometimento de outros órgãos além das mamas, como ossos, pulmões, fígado e cérebro. “Precisamos lutar pela incorporação de medicamentos inovadores. Falta o básico nos hospitais públicos de Sergipe. Mais de 500 pessoas esperam na fila por radioterapia. Temos urgente necessidade de melhorar a estruturação da rede de atendimento”, refletiu o médico oncologista em discurso na tribuna.

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