O tratamento contra o câncer impõe uma jornada árdua, deixando sequelas que vão além da doença em si, como dores crônicas, perda de mobilidade e inchaços que podem limitar a rotina diária. Para enfrentar esses desafios, a Associação dos Amigos da Oncologia – AMO – presta um serviço de fisioterapia completo. Através de uma abordagem especializada, o serviço se tornou um pilar fundamental na jornada de tratamento e reabilitação, oferecendo suporte desde o diagnóstico até o período de controle da doença.
Somente em 2024, a fisioterapia da instituição atendeu 1.712 atendimentos para 142 pacientes com câncer em diversas consultas e em atendimentos para liberação de benefícios, o que corresponde a 9% do total (1.598) de pacientes assistidos integral ou parcialmente. As sessões ocorrem semanalmente, de segunda a sexta-feira, e contam com atendimentos individuais ou coletivos, adaptando-se às necessidades de cada paciente.
De acordo com o fisioterapeuta Erick Antônio Hora, a fisioterapia chega para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. “A função da fisioterapia é devolver funcionalidade para o indivíduo, melhorando sua qualidade de vida. Independentemente do tipo, o câncer sempre vai acometer de certa forma o funcionamento do organismo do paciente. Nosso trabalho entra neste momento, para tentar deixá-lo o mais funcional possível e devolvê-lo para a sociedade desempenhando as funções que já eram realizadas antes da doença”, explicou.
Para além das sessões, a AMO também concede recursos importantes que auxiliam na recuperação, como braçadeiras e meias compressivas, órteses, próteses mamárias externas e até máquinas de lavar do tipo “tanquinho” para mulheres que realizaram a mastectomia, facilitando suas rotinas diárias.
O resultado desse trabalho dedicado é visível no depoimento dos próprios pacientes. Elizabeth Neves, de 42 anos, foi diagnosticada com câncer de mama em 2022 e trava agora uma batalha contra um câncer pulmonar. Ela relata como a fisioterapia a ajuda a lidar com as dificuldades respiratórias. “O meu pneumologista me orientou a usar bombinha diariamente, mas não sinto a necessidade justamente por conta do acompanhamento de fisioterapia que tenho aqui, tão dependente das medicações”, conta Elizabeth.
Maria Margarete de Lima, de 61 anos, está em fase de acompanhamento da doença e relata que, com o acompanhamento da fisioterapia, a melhora tem sido contínua. “Entrei aqui com muita dificuldade para levantar meus braços e sentia muitas dores na região das mamas. Durante o acompanhamento aqui venho melhorando muito. A AMO é como uma mãe para nós e agradeço muito a Deus por estar aqui”, disse com gratidão.