Voluntárias da Associação dos Amigos da Oncologia – AMO – se reuniram na última sexta-feira, 10 de julho, para mais um encontro do projeto “Masterclass 70+”. A edição deste mês contou com a palestra “Reminiscências: celebrando as memórias na valorização da história de vida”, ministrada pela assistente social e conselheira da instituição, Maria José Freitas. O encontro promoveu uma reflexão acerca de como o processo de envelhecimento está intrinsecamente ligado à preservação da memória, discutindo também a separação das fases que regulam as obrigações, os direitos e os deveres de cada segmento no ciclo da vida.
Durante a atividade, foi proposta uma “Viagem no Tempo” por meio do “Baú de Recordações”, em que o grupo pôde compartilhar desde memórias antigas de infância até histórias sobre a juventude e experiências profissionais. Para Maria José Freitas, a abordagem do tema vai muito além do simples saudosismo, cumprindo uma função social fundamental de reafirmação da relevância dessas voluntárias. “A importância desse tema é a valorização da contribuição que essas mulheres têm para a instituição e para a sociedade, de suas experiências, dos seus valores, da sua dignidade social. Nosso objetivo principal foi valorizar o papel social dessas mulheres”, explicou a assistente social.
O encontro propiciou não apenas a recordação de memórias individuais e coletivas, mas também um espaço para a escuta ativa e o acolhimento de sentimentos como saudade, medo e aceitação. Mabel Fontes é voluntária da AMO há quase 28 anos e reforça como a atividade mexeu com seus sentimentos. “A palestra de hoje foi maravilhosa, eu amei demais. Tocou muito o meu coração pois trouxe as minhas lembranças, o meu passado. É fundamental ser ouvida e essa casa me proporciona isso sempre. É o maior prazer da minha vida estar aqui, sou muito feliz na AMO”, declarou.
Maria Therezinha Góis é uma das voluntárias fundadoras da instituição. Para ela, a palestra serviu como uma prova de que a maturidade traz consigo uma grande vivacidade mental e o discernimento necessário para focar apenas no que é positivo. “Foi muito interessante para relembrar muita coisa e para mostrar que nós, mesmo com a idade mais avançada, ainda temos uma mente muito boa. Lembramos de coisas maravilhosas, daquilo que acrescenta na nossa vida, nada daquilo que diminui. As coisas boas a gente continua lembrando, mas aquilo que não é bom a gente tira de lição”, afirmou.
O envelhecer nos ensina que nada deve ser adiado. Afinal, a única falta irreparável é a do tempo que não volta, mas o amor, a amizade e a história construída permanecem dentro de nós.