Com o intuito de promover a humanização do tratamento, colher sorrisos e proporcionar momentos de descontração para os pacientes que lutam contra o câncer, a Associação dos Amigos da Oncologia – AMO – realizou, na tarde da última terça-feira, 10 de fevereiro, mais uma edição do seu tradicional Bailinho de Carnaval “AMO Folia”. A festividade ocorreu na sede institucional da Organização, situada no bairro Cirurgia, reunindo pacientes, voluntários e funcionários.
Ao resgatar a estética e a atmosfera dos antigos bailes de carnaval, a instituição buscou proporcionar um ambiente de acolhimento e nostalgia, fundamental para o bem-estar dos assistidos. A programação contou com a apresentação da Banda Indomada, responsável pela condução musical do evento. Com um repertório diversificado, mas voltado, principalmente, para marchinhas e clássicos do carnaval, os participantes tiveram a oportunidade de estreitar laços e celebrar a vida.
Ressaltando o compromisso da instituição em oferecer um acolhimento que vai além do suporte clínico, Conceição Balbino, Diretora-Presidente da AMO, definiu o evento como uma celebração indispensável. “Eventos como esse são muito importantes para nós. A nossa celebração de carnaval é um momento muito alegre e importante para trazer não somente esperança para quem enfrenta o câncer, mas motivação para celebrar a vida, lembrando que o paciente não está sozinho e que a vida deve ser celebrada diariamente”, afirmou a presidente.
Para quem vivencia os desafios diários da doença, o evento serviu como um resgate da própria identidade. Marizete dos Santos, assistida pela AMO, destacou o poder transformador da música e do ambiente festivo em sua vida. “Muitas vezes, a rotina de exames e consultas nos faz esquecer de viver. Quando venho para eventos como este, a doença se torna apenas um detalhe e vai para segundo plano. Hoje eu não fui uma paciente em tratamento, fui apenas a Marizete, uma mulher feliz e cheia de vontade de viver”, disse com muita alegria e emoção.
O sentimento de pertencimento e a renovação de forças foram os pontos centrais no relato de Rosineide de França, também assistida pela associação. Para ela, a festa chegou para recarregar suas energias. “A AMO se tornou minha segunda casa e minha segunda família. Eventos como este funcionam como um combustível indispensável para a nossa jornada. A energia que trocamos aqui, dançando e sorrindo com amigos que entendem a nossa luta, nos fortalece imensamente”, declarou com gratidão.