A Associação dos Amigos da Oncologia – AMO – abraça mais uma edição da campanha “Março Azul-Marinho”, que tem como objetivo principal alertar e conscientizar a população acerca da importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer colorretal (que abrange tumores de cólon e reto).
De acordo com os dados mais recentes do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar, até o final deste ano, 53.810 novos casos de câncer colorretal. Este número corresponde a um risco estimado de 25,11 casos novos a cada 100 mil habitantes, tornando-se o terceiro tipo de câncer mais incidente no país, afetando tanto homens quanto mulheres. Mundialmente, os cânceres de cólon e reto são o terceiro mais incidente, com aproximadamente 1,9 milhão de casos novos estimados em 2022, representando 9,6% de todos os cânceres.
No estado de Sergipe, as estimativas são de 360 novos casos de câncer colorretal em 2026 – 130 destes somente em Aracaju. Já o risco estimado para o estado é de 15,49 casos a cada 100 mil habitantes, enquanto para a capital sergipana o risco salta para 20,41 casos a cada 100 mil habitantes.
Apenas no primeiro semestre de 2025, a AMO recebeu 360 casos novos de pacientes oncológicos. Desse total, 32 pessoas foram diagnosticadas com câncer colorretal, o que representa 9% do total de novos pacientes acolhidos pela instituição no período.
Um dos maiores desafios para a detecção do câncer colorretal é que, em sua fase inicial, a doença se desenvolve de forma silenciosa (frequentemente a partir de lesões benignas chamadas pólipos) e geralmente não apresenta sintomas. O aumento da detecção e prevenção nas últimas décadas está associado, em grande parte, à disseminação do rastreamento por meio do exame de pesquisa de sangue oculto nas fezes e da colonoscopia.
Entretanto, sintomas como alteração do hábito intestinal (diarreia ou prisão de ventre persistentes), presença de sangue nas fezes, dor ou desconforto abdominal, sensação de intestino não esvaziado completamente, fraqueza, anemia e perda de peso sem causa aparente são sinais extremamente importantes para buscar ajuda profissional.
O câncer colorretal é considerado uma doença multifatorial com forte influência do estilo de vida. Dessa forma, os principais fatores de risco comportamentais são o excesso de gordura corporal, o sedentarismo, o consumo elevado de carnes vermelhas e carnes processadas (como salsicha, mortadela, presunto e linguiça), e uma alimentação pobre em fibras (frutas, legumes e cereais integrais).
Outros fatores incluem ainda o tabagismo, o consumo de bebidas alcoólicas e a idade avançada. Além disso, condições genéticas ou hereditárias, como histórico familiar de pólipos adenomatosos ou câncer colorretal e doenças inflamatórias intestinais crônicas, também aumentam significativamente o risco da doença.
A prevenção e o diagnóstico precoce do câncer colorretal são temas centrais da campanha Março Azul-Marinho. A detecção em fases iniciais, bem como a remoção de pólipos antes que se tornem malignos por meio de exames preventivos, são fundamentais para um melhor prognóstico e sucesso absoluto no tratamento.
Dados do INCA estimam a ocorrência de cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano no país, consolidando a doença como uma das principais causas de morbimortalidade no país, aproximando-se das doenças cardiovasculares como principal causa de morte. A atuação de uma equipe multidisciplinar e de redes de apoio é muito importante para o enfrentamento e o combate ao câncer, e instituições sociais com suas casas de apoio – como a AMO – representam redes de suporte e desempenham um papel fundamental na luta contra a doença, amparando homens e mulheres em vulnerabilidade. Doe e ajude acessando o site https://www.amigosdaoncologia.org.br/quero-doar .